Quinta-feira, Setembro 09, 2010

O espírito de Demas

Deu na Veja desta semana: “O sonho adolescente da californiana Katy Perry era ser uma estrela gospel. Ela fez sua iniciação musical cantando no coral da igreja que frequentou e, em 2001, chegou a lançar um CD com músicas religiosas. Mas o sucesso veio apenas há dois anos, quando deixou de lado as letras cristãs e estourou com o videoclipe ‘Ur So Gat’ e o hit ‘I Kissed a Girl’, em que conta como é beijar uma mulher que usa gloss sabor cereja. As letras provocantes e dançantes que marcaram a rápida ascensão da cantora de 25 anos seguem em ‘Teenage Dream’. Na semana passada, o disco alcançou o primeiro lugar na parada dos Estados Unidos.” [...]

Nota: O sonho de Perry era ser “estrela”, mas, infelizmente, ela tem uma compreensão equivocada do que significa sucesso. Tanto para ela quanto para a Veja (e para o mundo, enfim), sucesso é ficar famoso e ganhar muito dinheiro. Outros pensaram assim antes dela, como Elvis Presley, que começou louvando a Deus e terminou afundado nas drogas. Usou para a glória pessoal o talento que lhe foi concedido pelo Céu. Gente como Perry e Presley manifestam o espírito de Demas, que, pelo fato de amar mais ao mundo, abandonou a fé (cf. 2 Timóteo 4:10). Sabe o que é sucesso, na concepção do apóstolo Paulo? “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2 Timóteo 4:7). E Daniel 12:3 (um dos meus textos bíblicos prediletos) revela como podemos ser estrelas aos olhos de Deus: “Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente.”[MB]

Leia também: "Tempos de incoerência"

Em tempo: Numa entrevista, Katy Perry disse: “Aprendi sobre o inferno desde o momento em que eu conseguia entender uma frase completa. Sentia medo de Satanás e das pessoas que ficam rangendo os dentes lá.” Talvez essa compreensão equivocada da religião, advinda do ensino do dogma do inferno eterno, tenha contribuído para o afastamento da garota de Deus. Oremos para que ela retorne e adquira a compreensão correta do caráter do Deus de amor revelado na Bíblia.

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A ilusão de Avatar ou a realidade do Céu?

A fé cristã é Cristo. Se retirarmos Cristo do evangelho, nada restará. Ele é o evangelho personificado que deve ser posto em nosso coração e mente. Ser cristão consiste essencialmente em colocar a confiança na pessoa de Cristo, recebê-Lo como Salvador e Senhor, permitindo que Ele viva a Sua vida através de nós. Cristo faz a diferença. Qualquer experiência religiosa isolada do relacionamento com Ele carecerá de sentido e nos mergulhará num poço de frustração e desapontamento. É a partir do relacionamento com Ele que os requerimentos religiosos serão recebidos e vividos de maneira positiva, eficaz e sadia. É esse o caminho que o pastor e jornalista Elizeu Lira aponta neste livro, fundamentado em anos de experiência pessoal e pesquisas robustecidas por testemunhos atuais e plenamente acreditáveis. Partindo da inteligente análise do filme Avatar e suas fantasiosas promessas de um futuro melhor, ele transita pelos caminhos do ceticismo materialista, do tradicionalismo legalista, removendo todas as barreiras que dificultam o acesso a Deus, e decreta: “Só há duas alternativas: ou nos lançamos, hoje, sobre a Rocha ou, naquele dia, clamaremos às rochas que se lancem sobre nós (Apocalipse 6:16-17). Ou caímos sobre a Pedra (que é Cristo), reduzindo a pedaços o orgulho intelectual, religioso, nosso apego às tradições humanas e à glória deste mundo ou, muito em breve, teremos que clamar às pedras para que caiam sobre nós – reduzindo-nos a pó.”

A leitura deste livro pode mudar sua vida. Você vai gostar.

(Zinaldo A. Santos, pastor e jornalista, editor da revista Ministério)

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Novela da Globo terá misticismo e sensualidade

Misticismo, sensualidade e paisagens de um Brasil ainda inexplorado – pelo menos pela dramaturgia na TV – compõem a fórmula de Araguaia, trama das 18h que estreia no dia 27 e vai suceder Escrito nas Estrelas na Globo. Os ingredientes podem não ser lá muito novos, mas será a primeira vez que amores proibidos, cavalos, vegetação exuberante, os rios – e os banhos de rio do elenco – serão exibidos em alta definição (HD) em uma novela desse horário. O fio condutor da história escrita por Walther Negrão é a maldição indígena lançada sobre a família de Solano (Murilo Rosa). Bom neto, bom filho e apaixonado por animais, o galã vive um adestrador de cavalos que será cobiçado por duas belas mulheres. Uma delas é a arisca Manuela (Milena Toscano), que, além de ser noiva de outro homem (o empresário Vitor Vilar, vivido por Thiago Fragoso), é filha do tirano fazendeiro Max (Lima Duarte), inimigo de Solano. Com Manuela, o domador Solano experimentará a tormenta de um amor por mulher incontrolável. Mas a tensão maior para o personagem virá de Estela. Encarnada por Cleo Pires, ela carrega a parte mística da trama – ou a própria maldição. [...]

(Veja)

Nota: Realmente, a novidade fica apenas por conta da alta definição (HD), porque, de resto, são os ingredientes de sempre: indecência, triângulos amorosos e espiritualismo. A velha doutrinação global.[MB]

Quarta-feira, Setembro 08, 2010

O cientista que estuda cientistas

[Meus comentários seguem entre colchetes – MB] O professor de psicologia Kevin Dunbar queria entender como pesquisadores chegam a conclusões científicas. Passou um ano nos laboratórios da Universidade Stanford, nos EUA. O que ele descobriu? Que cientistas adoram formular teses - mas odeiam quando elas fracassam. E que a ciência ignora descobertas acidentais capazes de revolucionar nosso conhecimento.

Cientistas iniciam pesquisas com uma tese e depois fazem testes para comprová-la. Qual o problema disso?

O problema é que os cientistas definem um objetivo, e esse objetivo bloqueia a consideração de outras hipóteses [tenho visto exatamente esse tipo de coisa, ao longo dos anos, no que diz respeito à discussão sobre as origens; darwinistas naturalistas se recusam considerar premissas de outra cosmovisão, simplesmente por não ser naturalista ou ter sabor “religioso”]. Pelo menos 50% dos dados encontrados em pesquisas são inconsistentes com a tese inicial. Uma proteína que “não deveria” estar lá, por exemplo [ou a evidência de design inteligente que não pode ser considerada, para acrescentar outro exemplo]. Quando isso acontece, os cientistas refazem o experimento mudando detalhes, como a temperatura, esperando que o dado estranho desapareça. Só uma minoria investiga os resultados inesperados [outro exemplo: em lugar de admitir que o clássico experimento de Urey-Miller não explica a origem abiótica da vida, darwinistas preferem sustentar a teoria e buscar outras explicações para o improvável; preferem, assim, salvar a teoria dos fatos].

Por quê?

Se você está comprometido com uma teoria, a tendência é ignorar fatos inconsistentes com ela [perfeito! O comprometimento com o naturalismo impede que muitos cientistas vejam as coisas de outra maneira – claro que isso também acomete cientistas teístas]. Pode ser que você nem repare em um dado inesperado. A explicação para isso está no cérebro. Há informações demais à nossa volta, e o cérebro precisa filtrá-las [e como o cérebro filtra essas informações? Aí entra o elemento subjetivo da cosmovisão que faz com que cientistas naturalistas e teístas interpretem o mesmo objeto de estudo de maneiras totalmente diferentes]. Dados “estranhos” nem serão memorizados [dados estranhos como o fato de o crânio do neandertal ser maior que o do homem moderno; como o fato de não existirem os milhares (milhões?) de elos transicionais esperados na coluna geológica; como a constatação de que informação complexa e específica necessária para a evolução darwiniana simplesmente não surge; e assim por diante]. Essa é uma das funções de uma região cerebral chamada córtex pré-frontal dorsolateral: suprimir informações indesejadas [leia também “Dissonância cognitiva”].

Mas como saber qual dado estranho merece atenção e qual não merece?

O bom cientista sabe que tipo de dados seguir. Ele dirá: “Hum, isso é interessante, vamos por aqui.” Outros cientistas não mudarão de rumo. Experimentos custam tempo e dinheiro, e eles não vão se arriscar em nome de algo que não conhecem [mas, se ciência é a busca da verdade e a verdade é ampla, os esforços para encontrá-la também deveriam sem amplos e considerar todas as hipóteses razoáveis]. Em geral, cientistas precisam decidir entre fazer os experimentos de baixo risco, que garantem emprego e publicações, e os de alto risco, que provavelmente não vão funcionar, mas podem render descobertas relevantes [além disso, ir contra o status quo atual da ciência é arriscar a carreira e a verba para pesquisas; por isso mesmo muitos cientistas preferem continuar pesquisando apenas dentro de certo paradigma].

Então o processo científico é parte do problema?

Sim, ele faz os cientistas se preocupar só em publicar. Assim, 90% dos cientistas apenas mudam uma variável de um velho experimento e o publicam de novo. Alteram detalhes, sem fazer descobertas que realmente contribuam para o conhecimento.

Como fomentar descobertas acidentais?

Com diálogo [como, se cientistas que só pensam em publicar (como Richard Dawkins) se recusam a dialogar com teóricos e pesquisadores criacionistas e do design inteligente? Como, se jornalistas como Marcelo Leite, da Folha, dizem que para os criacionistas não dão espaço?]. Na ciência, o raciocínio é feito em conjunto. É nas conversas que o raciocínio espontâneo ocorre. E isso pode ajudar o cientista a mudar de ideia sobre um resultado. Por isso a diversidade do grupo de cientistas é crucial [como, se cientistas criacionistas, se manifestam sua posição, nem sempre conseguem emprego?]. É importante ter gente na equipe que tenha vindo de faculdades diferentes, por exemplo [e que tenham cosmovisão diferente, também]. Também é bom ter homens e mulheres no grupo.

Que descoberta o mundo teria perdido não fosse o fracasso de uma tese?

O Viagra. Ele foi inicialmente desenvolvido para problemas do coração. No fim dos testes, a condição cardíaca dos voluntários não melhorou, mas eles não quiseram devolver a droga. Por quê? Os cientistas prestaram atenção no resultado inesperado - e hoje o Viagra é usado globalmente para combater a impotência sexual. Os cientistas, que achavam que o experimento havia falhado, fizeram uma importante descoberta acidental.

(Superinteressante)

Nota 1: O autor do artigo tem um blog e escreveu alguns comentários adicionais muito interessantes sob o título “A ciência é (quase) cega - e nós também”. Ele diz, por exemplo: “Desde que falei com Dunbar, fico com o pé atrás quando alguém me fala de algo ‘cientificamente provado’.” Uma leitora, que aparentemente é médica, comentou: “É... mudarmos a linha de raciocínio já tão bem costurada não é fácil messssmo! (Des)construir é para poucos... Sabe, Dudu, ando vivendo na pele a dificuldade que é ‘conversar’ com colegas (médicos principalmente) sobre o que anda acontecendo e mudando na ‘ciência’... rejeitam de cara e torcem o nariz!!! Mesmo o que já foi ‘cientificamente comprovado’, rsrs.” (Colaboração: Matheus Cardoso)

Nota 2: Há mais de um século, Ellen White escreveu: “O saber humano tanto das coisas materiais como das espirituais é parcial e imperfeito; portanto, muitos são incapazes de harmonizar com as declarações das Escrituras suas opiniões sobre a ciência. Muitos aceitam meras teorias e especulações como fatos científicos e julgam que a Palavra de Deus deve ser provada pelos ensinos da ‘falsamente chamada ciência’ (1Tm 6:20). O Criador e Suas obras estão além de sua compreensão; e, por não poderem explicar isso pelas leis naturais, a história bíblica é considerada indigna de confiança. Os que duvidam da fidedignidade dos relatos do Antigo e Novo Testamentos, repetidamente vão um passo além, pondo em dúvida a existência de Deus e atribuindo à natureza o poder infinito. Tendo perdido sua âncora, são deixados a chocar-se contra as rochas da incredulidade” (O Grande Conflito, p. 522).

"Que bela lembrança, eu havia esquecido"

Agradeço muito a lembrança da origem do Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto). Este ano o dia passou batido. Não me lembrei da data, nem de seu significado. Estava envolvido em meus trabalhos jornalísticos, cuidando de outros assuntos. Também não ouvi comentários ou alusões em minha comunidade religiosa, antes tão pronta a responder com manifestações públicas em favor da “temperança”. No meio sócio-político, apenas uma manifestação no Congresso Nacional, onde alguns políticos procuram aprovar uma lei que torna federal o que já existe no Paraná e em São Paulo, a proibição do uso de tabaco em locais públicos fechados. Pelo que sei, apenas no Rio de Janeiro houve uma comemoração mais efetiva. A partir de um chamamento da Secretaria Estadual de Saúde para que os municípios abraçassem a causa anti-fumo, em função do alto custo que os doentes, envenenados pelo tabaco, representam para o Estado.

Ao ler a matéria do Rubem Holdorf, vieram-me à lembrança muitos dos momentos que passamos na “Primeira Greve do Fumo”, como chamávamos. Lembro-me do representante da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, na coordenação da campanha, o Dr. Jayme Zlotnik, hoje presidente da Associação Paranaense Contra o Fumo. Sua ação decidida e disposta foi importante para que a greve não morresse antes de acontecer. A pressão para que ela não ocorresse foi forte. O governo estadual havia recentemente atraído a gigante do tabagismo Phillip Morris para o Paraná. No acordo, através de financiamentos e privilégios que envolveram o Banco de Desenvolvimento do Paraná, o governo chegou a ter interesses de sócio na indústria. Mas a firmeza do Dr. Jayme Zlotnik foi vitoriosa e o governo tomou uma atitude de isenção, como se o chamamento para a greve não fosse coisa dele. E a presença da Igreja Adventista nesse movimento deve muito a ele.

Há cerca de um ano, quando a Assembleia Legislativa do Paraná estava discutindo o projeto de lei que proibiu o fumo em lugares públicos fechados, como bares e restaurantes, houve forte pressão contrária de diversos setores contra. Para contrabalançar, encontrei o Dr. Jayme Zlotnik, acompanhado da chefe da Divisão de Riscos Cardiovasculares da Secretaria de Saúde, Iludia Rosalinski, e da pneumologista Luci Bendhack, presidente da Sociedade Paranaense de Penumologia e Tisiologia, dando apoio incondicional ao deputado Artagão de Mattos Leão, relator do projeto.

Considero-o um personagem de conduta louvável. Lembro-me do Dr. jaime como um exemplo vivo de fidelidade, mesmo na vida particular e na sua crença. Por exemplo: logo depois do dia da greve, que ocorreu só em Curitiba, mas que havia alcançado seu objetivo de levantar 130 mil assinaturas pela aprovação de leis anti-fumo, a Igreja Adventista resolveu interiorizar o movimento. Fomos até o Dr. Jayme, que nos abriu todo apoio possível na época, principalmente em termos de material impresso, cartazes, folhetos, etc. Mas, nas negociações, no início de setembro, um dia ele desapareceu, procuramos por ele, mas sem sucesso. Achamos até que havia se arrependido do apoio. No dia seguinte, estava lá de novo apoiando e incentivando. Explicação: como judeu praticante, havia se recolhido para a reflexão e comemoração do Yon Kippur (Dia da Expiação). Isso ele fez num meio em que outros judeus não mais levavam tão a sério essas comemorações.

Nossa ação no interior atingiu mais de 20 cidades, onde foram feitas campanhas durante o mês de outubro, com distribuição de cartazes, até passeatas e coletas de mais assinaturas.

Não posso também deixar no esquecimento o apoio que tive de alguns líderes da Igreja Adventista. É o caso de meu chefe na então Associação Paranaense, o pastor Valdomiro Reis. Na época, ele dirigia os departamentos dos Jovens Adventistas, Comunicação e Temperança. Foi ele quem disponibilizou os recursos desses departamentos, foi o responsável pela convocação dos Desbravadores e dos Jovens Adventistas para as manifestações.

Também foi importante a carta branca que o então presidente da Associação Paranaense, pastor Davi Moroz, deu para que o projeto fosse levado adiante. Um dos pontos importantes foi a possibilidade do uso do nome da Igreja Adventista na “Greve do Fumo”.

Nosso papel foi o de ponte entre a Igreja e a Secretaria da Saúde. Numa negociação que deu excelentes resultados.

(Odailson Elmar Spada, jornalista)

Querem reduzir idade de consentimento sexual

Um dos principais ativistas homossexuais da Inglaterra de novo reivindicou a redução da idade de consentimento sexual de 16 para 14, dizendo que isso reduzirá os incidentes de abuso sexual de jovens. Peter Tatchell, fundador do grupo OutRage! (Revolte-se!), escreveu no site Big Think: “Quer gostemos ou não, muitos adolescentes têm sua primeira experiência sexual por volta da idade de 14 ou 15.” “Se quisermos proteger os jovens, e eu quero, o melhor jeito de fazer isso é não os ameaçando de prisão, mas dando-lhes educação franca e de alta qualidade envolvendo sexo e relacionamentos sexuais, inclusive para crianças bem novas. Isso inclui dar a eles mais permissões e autoridade, com treinamento, conhecimento e confiança para dizer não aos avanços sexuais indesejados e denunciar abusadores sexuais. Em comparação com a abrangente criminalização de menores de idade sexualmente ativos, essa estratégia de dar permissões é um jeito mais eficiente de proteger os jovens de pressões dos amigos e dos pedófilos”.

Uma idade de consentimento mais elevada realmente coloca adolescentes mais jovens em maiores riscos de abuso “ao reforçar a ideia de que jovens abaixo de 16 anos não têm direitos sexuais”, Tatchell disse. “Eles dão o sinal de que um jovem não tem a capacidade de fazer uma escolha racional e moral sobre quando ter sexo.”

“Culpa e vergonha sobre sexo também aumentam a probabilidade de abuso sexual ao incentivar a malícia e o segredo em que se desenvolve o abuso”, ele acrescentou.

“Apesar do que os puritanos e odiadores do sexo dizem, sexo entre menores de idade é em grande parte feito de forma consentida, segura e divertida”, Tatchell disse. “Se danos são provocados, geralmente não é como consequência do sexo em si, mas por causa de abuso emocional dentro de relacionamentos e por causa de sexo inseguro, que pode transmitir infecções e engravidar meninas novas quando elas não estão preparadas para ser mães.”

OutRage! está há muito tempo fazendo pressão política em prol da redução da idade de consentimento na Inglaterra, onde a idade já havia sido reduzida para atos homossexuais da idade de 21 em 1994 e de novo em 2000 para 16, depois de intensa pressão política de ativistas homossexuais.

Carolyn Moynihan, jornalista de Auckland com interesse pessoal em questões de família, respondeu na Mercatornet, dizendo que é “um pouco surpreendente” que Tatchell tenha feito a sugestão na época em que fez parte de uma manifestação contra o Papa Bento, ao qual ele acusa de não proteger jovens de predadores sexuais.

Moynihan disse: “É claro que sempre haverá menores de idade que têm sexo, mas isso não significa que a lei deveria fazer vista grossa. Sexo é uma parte muito complicada da conduta humana que é complexa demais para os jovens entenderem.”

Ela citou estudos que mostram que os jovens, principalmente as meninas, que têm sexo muito cedo muitas vezes lamentam. Ela cita David Lindsay, colunista do jornal Daily Telegraph, dizendo: “O sexo é para pessoas que sabem como lidar com as consequências, físicas e outras. Numa palavra, adultos.”

(LifeSiteNews)

Nota: Pouco a pouco, o Sodom Way of Life vai sendo institucionalizado e confirmado por leis. O sal da terra precisa fazer mais por este mundo que está quase sem sabor.[MB]

Segunda-feira, Setembro 06, 2010

Não se pode explicar o universo sem Deus

Não restam dúvidas de que Stephen Hawking é intelectualmente destemido como um herói da física. E em seu último livro, o notável físico propõe uma audaciosa mudança na crença religiosa tradicional na criação divina do universo. Conforme Hawking, as leis da física, não a vontade de Deus, proveem a explicação real de como a vida na Terra veio a existir. O Big Bang, ele argumenta, foi a inevitável consequência daquelas leis “porque há uma lei como a gravidade, o universo pode e quis criar a si mesmo do nada”. Desafortunadamente, enquanto o argumento de Hawking está sendo saudado como controverso e revolucionário, ele dificilmente seria novo.

Por anos, outros cientistas têm feito afirmações semelhantes, sustentando que o assombroso, a criatividade sofisticada do mundo ao nosso redor, pode ser interpretado somente com referência às leis físicas, assim como a gravidade. Isso é uma abordagem simplista, ainda que em nossa época secularizada seja a única que aparenta ter ressonância com um ceticismo público.

Mas, como cientista e cristão, simultaneamente, eu gostaria de dizer que a afirmação de Hawking é equivocada. Ele nos pede para escolher entre Deus e as leis físicas, como se eles estivessem necessariamente em conflito mútuo. Porém, contrariamente ao que Hawking declara, leis físicas nunca podem prover uma completa explanação do universo. As próprias leis não criaram nada; elas meramente são uma descrição do que acontece sob certas condições.

O que parece que Hawking fez foi confundir leis com o agente. Seu chamado a nós para escolhermos entre Deus e as leis é quase como alguém nos exigir para optar entre o engenheiro aeronáutico Sir Frank Whittle e as leis da física para explicar o mecanismo do avião. Esta é a confusão de categoria. As leis da física podem explicar como o mecanismo do avião funciona, mas alguém tem de construir, pôr em funcionamento e dar a partida. O avião não poderia ser criado sem as leis da física por si mesmas – todavia, para o desenvolvimento e criação, precisa-se do gênio de Whittle como seu agente. De modo similar, as leis da física nunca poderiam ter construído o universo. Algum agente deve ter se envolvido.

Para usar uma simples analogia: as leis do movimento de Isaac Newton, em si mesmas, nunca fizeram uma bola de sinuca atravessar o carpete verde, o que somente pode ser feito por pessoas usando o taco de sinuca e as ações de suas mãos.

O argumento de Hawking me parece até muito mais ilógico quando ele diz que a existência da gravidade torna a criação do universo inevitável. Mas como poderia a gravidade existir em primeiro lugar? Quem a pôs ali? E qual foi a força criativa por trás de seu início? De forma análoga, quando Hawking argumenta, em apoio à sua teoria de geração espontânea, que isso era somente necessário para “o azul tocar o papel” para ser iluminado para “deixar o universo vir”, a questão deve ser: De onde vem esse azul que toca o papel? E quem o fez, se não Deus?

Muito da racionalidade que se segue ao argumento de Hawking engana-se com a ideia de que há um conflito aprofundado entre ciência e religião. Mas reconheço que não há desacordo entre elas. Para mim, como religioso cristão, a beleza das leis científicas somente reforça minha fé em uma inteligência, força divina e criativa em operação. Creio em Deus por causa da maravilha na abrangência, sofisticação e integridade de sua criação.

A verdadeira razão para a ciência florescer tão vigorosamente nos séculos 16 e 17 foi precisamente devido à crença de que as leis da natureza, as quais foram então descobertas e definidas, reflete a influência de uma divina legislação. Um dos temas fundamentais do Cristianismo é que o universo foi feito de acordo com um Planejador racional e inteligente. A fé cristã proporciona perfeito senso científico.

Alguns anos atrás, o cientista Joseph Needham fez um estudo épico do desenvolvimento tecnológico na China. Ele queria descobrir por que a China, com todos os seus precoces dons de inovação, tinha falhado por estar tão atrás da Europa em seu desenvolvimento da ciência. Ele relutantemente chegou à conclusão de que a ciência europeia tinha sido estimulada pela disseminada crença na racional força criativa, conhecida como Deus, a qual fez todas as leis científicas compreensíveis.

Não obstante, Hawking, como muitos outros críticos da religião, quer que creiamos que não somos nada mais que uma aleatória coleção de moléculas, o produto final de um processo não intencional. Se verdadeiro, isso poderia indeterminar quanta racionalidade precisamos para estudar a ciência. Se o cérebro fosse realmente o resultado de um processo não dirigido, então não há razão para crer em sua capacidade para nos dizer a verdade.

Vivemos em uma época de informação. Quando vemos algumas letras do alfabeto escrevendo nosso nome na areia, imediatamente nos sentimos responsáveis em reconhecer o trabalho de um agente inteligente. Como muito mais, provavelmente, então, estaria um criador inteligente por trás do DNA humano, o colossal banco de dados biológico que contém não mais que 3,5 bilhões de “letras”?

É fascinante que Hawking, em ataque à religião, sente-se compelido a colocar tanta ênfase na teoria do Big Bang. Porque, por mais que os não crentes não gostem disso, o Big Bang combina exatamente com a narrativa da criação cristã. Isso porque, antes de o Big Bang se tornar usual, vários cientistas foram forçados a admitir isso, apesar disso parecer se alinhar à história da Bíblia. Alguns aderiram à visão aristotélica do “universo eterno” sem início ou fim; mas essa teoria, e recentes variantes dela, estão agora profundamente desacreditadas.

Mas apoio à existência de Deus está muito além da realidade da ciência. Dentro da fé cristã, há também a poderosa evidência de que Deus Se revelou à humanidade através de Jesus, há dois milênios. Isso é tão documentado não apenas nas Escrituras e em outros testemunhos, mas igualmente na fortuna das descobertas arqueológicas.

Sendo assim, as experiências religiosas de milhões de crentes não podem claramente estar enganadas. Eu mesmo e minha própria família podemos testemunhar sobre a influência que a fé tem em nossa vida, algo que desafia a ideia de que não somos nada mais do que uma coleção aleatória de moléculas.

É tão forte quanto óbvia a realidade de que somos seres morais, capazes de entender a diferença entre certo e errado. Não há rota científica para tais conceituações éticas. A física não pode inspirar nosso discernimento dos outros, ou do espírito de altruísmo que existe na sociedade humana desde a aurora do tempo.

A existência de um conjunto comum de valores morais aponta para a existência de uma força transcendente além das meras leis físicas. Assim, a mensagem do ateísmo tem sempre sido curiosamente a única depressiva, retratando-nos como criaturas egoístas inclinadas a nada mais do que sobrevivência e autogratificação.

Hawking também pensa que a existência potencial de outras formas de vida no universo mina a tradicional convicção religiosa de que somos o único motivo para Deus criar o planeta. Mas não há prova de que outras formas de vida existam fora, e Hawking certamente não presenciou nenhuma.

Sempre me diverte que o ateísmo geralmente argumente pela existência de inteligência extraterrestre além da Terra. Assim, eles também estão somente ansiosos para denunciar a possibilidade, a qual nós já aceitamos, de um vasto e inteligente Ser externo ao mundo: Deus.

O novo fuzilamento de Hawking não pode abalar os fundamentos da fé que está baseada em evidência.

(John Lennox, apologista cristão, é professor de Matemática em Oxford. Ficou conhecido principalmente por debater com Richard Dawkins, em outubro de 2007, em evento patrocinado pela entidade cristã Fixed Point Foundation. O artigo original de Lennox foi publicado no Dailymail e reproduzido no blog Questão de Confiança. A despeito da qualidade de sua argumentação, a única ressalva seria sobre o Big Bang: embora seja uma explicação teleológica, a teoria contraria alguns dados bíblicos)

Nosso verdadeiro lar

Recentemente foi lançado um filme nacional baseado na obra psicografada de Chico Xavier: “Nosso Lar.” Estima-se que foram gastos nas filmagens milhões de reais, centenas de metros de cabos, fios e tubos. Além de máquinas, painéis e outros materiais que justificam o título de superprodução. Li várias sinopses e observei atentamente relatos de pessoas que assistiram ao filme no cinema. Mais uma vez se confirma o poder dos recursos audiovisuais na crença e na conversão das pessoas à ideia não bíblica da alma imortal. O filme prega claramente a possibilidade de “acertos” pós-morte e uma vida perfeita num fictício “Céu” denominado de Nosso Lar.

É de estranhar o aparente interesse cada vez maior da mídia por temas espiritualistas. A Rede Globo de televisão colocou recentemente no ar a novela “Escrito nas Estrelas” e a minissérie “A Cura”. Ambas produções espiritualistas. A última mostrando a operação de “grandes sinais e prodígios” (Mateus 24:24) na cura de doenças.

No entanto, como adventistas do sétimo dia, nada desse estranho interesse espiritualista da mídia é de surpreender. Apocalipse 16:13 e 14 nos alerta sobre três espíritos imundos que saem da boca do dragão, e Ellen White escreveu, no livro O Grande Conflito, página 588: “Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma e a santidade do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas.”

Na mesma página, lemos palavras tão atuais, como se a profetisa estivesse sentada em frente à propaganda da minissérie “A Cura”, ao escrever: “Por meio do espiritismo Satanás aparece como benfeitor da humanidade, curando as doenças do povo e pretendendo apresentar um novo e mais elevado sistema de fé religiosa.”

A Bíblia é clara quanto ao tema: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Eclesiastes 9:5).

“Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade. Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão” (Eclesiastes 3:19, 20).

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9:10).

Além desses versos, dezenas de outros estão distribuídos por toda a Bíblia para que o estudante sincero possa aprender que (1) somos mortais; (2) nossas decisões em vida são únicas e têm consequências eternas; e (3) a morte é um sono que acabará apenas com a glória majestosa da vinda de Jesus, quando Ele vai nos levar ao nosso VERDADEIRO lar (1 Tessalonicenses 4:16).

Muitos jovens adventistas serão tentados a assistir por curiosidade esse “sucesso” brasileiro cheio de efeitos cinematográficos, mesmo que não tenham dado prestígio semelhante a outros produtos nacionais. Meu conselho é: Fuja dessa tentação!

Quem me conhece sabe que não gosto de sensacionalismo nem de falsos reavivamentos. Porém estou certo de que Jesus está muito perto de voltar e Satanás deseja enganar a todos quantos seja possível. O caminho mais seguro diante disso é escutar as sábias e inspiradas palavras de Deus: “Sejam cautelosos no que se refere ao que leem e a como ouçam. Não tomem o mínimo interesse em teorias espiritualistas” (Ellen G. White, Medicina e Salvação, p. 101, 102).

Levando os membros a entrar em contato com essas teorias, Satanás traz terríveis consequências para a igreja de Deus: dúvidas a respeito de assuntos espirituais; não entendimento ou aceitação da ideia de alma ou espírito imortal; confusão e suspeita de que o Espírito de Deus na Bíblia é a alma do Pai atuando no mundo; membros fraquejando e duvidando da necessidade de tomar decisões definitivas quando o Espírito Santo toca o coração; e até dificuldades no trabalho evangelístico.

Enfim, “Nosso Lar” tem o propósito máximo de nos “enganar, destruir e roubar” (João 10:10) a chance de vivermos um dia em Nosso Lar Eterno.

Querido amido, não seja enganado! Fique vivo! Se prepare para nosso VERDADEIRO lar.

(Pastor Rafael Stehling de Oliveira, distrital em Nova Lima, MG)

Leia também: "Sucesso do 'além' e o espiritismo em alta"

Tuitaço da esperança

A Rede Adventista convida você para participar de mais um tuitaço. Nesta semana será usada a hashtag #esperanca (sem o cedilha). Trinta e três mineiros estão soterrados no Chile. Faremos uma corrente de oração e enviaremos mensagens para eles e suas familías. Muitas pessoas que também precisam de uma palavra de esperança serão beneficiadas. Dois objetivos da ação:

1. Orar pelos mineiros que estão soterrados no Chile. Segundo especialistas, as escavações podem durar mais quatro meses. Participaremos de uma corrente de oração internacional para que esse tempo seja reduzido. Na sexta-feira, nossas mensagens de esperança e solidariedade postadas no Twitter, Orkut e Facebook serão entregues aos mineiros e seus parentes. Um pastor adventista é o responsável pelo acompanhamento espiritual das famílias e fará a entrega das nossas mensagens.

2. Começaremos a usar #esperanca que será a hashtag da semana de decisão que o pastor Luís Goncalves realizará de 23 a 30 de outubro. O site do evento será o www.esperanca.com.br

Participe! Vamos compartilhar nossa #esperanca

Saiba mais sobre os resultados do tuitaço criacionista (clique aqui).

Sábado, Setembro 04, 2010

Tuitaço criacionista é destaque no Twitter

O Twitter foi inundando nesta última sexta-feira (3) pela tag #criacionismo. Com mensagens e links de reportagens que defendem o criacionismo, os internautas adventistas puderam passar para os usuários do Twitter de todo o mundo a força da crença no criacionismo. O movimento no Twitter, que foi originalmente idealizado pelo jornalista Michelson Borges e divulgado em seu blog, começou aproximadamente às 18h. De todas as partes do Brasil, as pessoas enviavam mensagens com a tag #criacionismo. Em menos de uma hora, a tag já estava entre as dez mais utilizadas pelos usuários do Twitter no Brasil. Ateus e evolucionistas foram convidados a debater o assunto utilizando os 140 caracteres permitidos no Twitter. Entre as mensagens mais utilizadas, apareceram textos bíblicos e citações de apoio ao criacionismo nos grande jornais e revistas.

O tuitaço continua neste sábado (4) até às 18h, quando se encerram as horas sábaticas. Qualquer usuário do Twitter pode participar, basta apenas utilizar a tag #criacionismo em suas mensagens.

(IASD Green Ville)

Nota: Tuiteiros do Japão, de Portugal e outros países também participaram da campanha. Recebi várias perguntas via Twitter de pessoas interessadas no assunto. No dia do tuitaço, o blog Criacionismo atingiu um pico de quase três mil acessos (quase 700 além do normal). Deus seja louvado com tudo isso e muito obrigado pelo apoio de todos.[MB]

Sexta-feira, Setembro 03, 2010

Mais mau exemplo do “Harry Potter”

O ator Daniel Radcliffe, protagonista da série “Harry Potter”, afirma em entrevista ao jornal britânico Guardian, publicada esta semana, que após o fim da saga do bruxinho, gostaria de interpretar uma drag queen ou um travesti. “Adoraria atuar como uma drag queen ou um travesti, principalmente por causa dos figurinos. Mas não faria somente para me fantasiar, o roteiro teria que ser bom. Sei que fico bem com os olhos maquiados, e como não vou virar emo, a outra opção é interpretar uma drag Queen”, diz Radcliffe. O ator retorna às telas de cinema na próxima quarta-feira (15) no papel do bruxinho no sexto filme da série, “Harry Potter e o enigma do príncipe”. “O sexto número é um livro muito difícil, porque é essencialmente o que leva ao último. Acho que me saí bem, mas sei que tenho muito mais para mostrar do que mostro nesse filme”, diz o ator de 19 anos. [...]

Ainda na entrevista, o ator desmente um boato que surgiu durante as filmagens do novo longa-metragem da série e diz que não bebeu cerveja fabricada por monges no set de “Harry Potter”. “Eu não bebo cerveja, é uma regra”, afirma Radcliffe, que diz preferir tequila ou whisky sour. “Eu amo tequila, é uma bebida que deixa você embriagado de uma forma muito específica.”

Ele também conta que prefere os bares às boates, e que sua música favorita é indie rock – “de Radiohead a Hold Steady”, diz o astro. Mas Daniel - ou Dan, como é chamado por seus amigos - afirma que evita sair à noite sozinho por causa dos paparazzi. “Aprendi que não devo me deixar vulnerável”, diz. [...]

(G1 Notícias)

Nota: Drag queen, apreciador de tequila (até a embriaguês), frequentador de bares... Lamentavelmente, é o tipo de ídolo de muitos jovens.[MB]

Leia também: "'Harry Potter' é ateu"

Declarações polêmicas de Stephen Hawking

Meses atrás, Diane Sawyer, do canal ABC News, perguntou ao célebre físico Stephen Hawking sobre o maior mistério que ele gostaria de resolver. Resposta: “Quero saber por que o universo existe, por que há algo maior do que o nada.” Hawking ocupou, até o ano passado, a cátedra Professor Lucasian de Matemática da Universidade de Cambridge (posição que pertenceu a Sir Isaac Newton, o “pai da física”). Seus livros Uma Breve História do Tempo e O Universo Numa Casca de Noz se tornaram clássicos da literatura científica. Ele também fez aparições breves em produtos da cultura pop, como “Os Simpsons” e “Star Trek”. Ultimamente, Hawking tem ocupado espaço na mídia graças a declarações polêmicas e que poderiam ser classificadas como a falácia (i)lógica non sequitur. Para Sawyer, ele disse: “Eles fizeram [Deus] um ser parecido ao ser humano, com quem se pode ter um relacionamento pessoal. Quando você olha para a vastidão do universo e para como uma vida humana acidental é insignificante em si mesma, isso parece muito impossível.” (O que uma coisa tem que ver com a outra, pergunto?) [Leia mais]

Mais sugestões para o tuitaço desta sexta-feira


O material abaixo está pronto para ser copiado e colado no Twitter. Conto com sua participação neste tuitaço que começa às 18h e vai ajudar a disseminar a mensagem criacionista no mundo da web. Para mais informações sobre o tuitaço criacionista, clique aqui.

Sobre as origens http://bit.ly/9ZJm8p >> #criacionismo

Entrevista: A lógica do Sabino http://bit.ly/c9mBCj >> #criacionismo

Gazeta do Povo dá espaço a biólogo criacionista http://bit.ly/cKf2SQ >> #criacionismo

Mais de 50% dos britânicos acreditam no criacionismo http://bit.ly/aorZ9c >> #criacionismo

Homenagem ao pioneiro http://bit.ly/boSs11 >> #criacionismo

Entrevista publicada na Kerygma http://bit.ly/bsDs8b >> #criacionismo

30% dos docentes ingleses são a favor do criacionismo http://bit.ly/aIVw7F >> #criacionismo

Colunista de Veja defende ensino do criacionismo http://bit.ly/9p0RFt >> #criacionismo

Tataraneto de Darwin não entende de criacionismo http://bit.ly/9SgzIx >> #criacionismo

Argumentos que o criacionista NÃO deve usar http://bit.ly/9kPCNY >> #criacionismo

Da concepção ao nascimento http://bit.ly/9MZlqN >> #criacionismo

Geoscience Research Institute abre filial no Brasil http://bit.ly/b4OqCZ >> #criacionismo

Novo [e ótimo] livro sobre criacionismo bíblico http://bit.ly/bfbzyr >> #criacionismo

O "pesadelo" do mapa metabólico http://bit.ly/dnzOei >> #criacionismo

Concedi entrevista ao Correio Braziliense http://bit.ly/68DWl >> #criacionismo

Respostas a um leitor darwinista http://bit.ly/aV1IIA >> #criacionismo

Jornalista criacionista http://bit.ly/aXIeJ8 >> #criacionismo

Como falar do criacionismo http://bit.ly/atJssC >> #criacionismo

"Criacionismo, não", diz a Folha http://bit.ly/aH8fiH >> #criacionismo

As sequóias poderiam indicar a data do Dilúvio? http://bit.ly/8Ygjtq >> #criacionismo

O material que Veja não publicou http://bit.ly/co5d9M >> #criacionismo

A darwinlatria continua http://bit.ly/aY1LST >> #criacionismo

Como se faz ciência http://bit.ly/amx2LD >> #criacionismo

Da evolução à criação: minha jornada de fé http://bit.ly/au1ZB6 >> #criacionismo

Quinta-feira, Setembro 02, 2010

Stephen Hawking: Deus não criou o universo

O cientista britânico Stephen Hawking afirma, em seu novo livro, que “Deus não tem mais lugar nas teorias sobre criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física”, segundo trechos da obra publicados nesta quinta. Demonstrando uma posição mais dura em relação à religião do que a assumida nas páginas do best-seller internacional Uma Breve História do Tempo, de 1988, Hawking diz que o Big Bang foi simplesmente uma consequência da lei da gravidade. “Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos”, escreve o célebre cientista em The Grand Design, que será publicado em série no jornal The Times. “Não é necessário que evoquemos Deus para iluminar as coisas e criar o universo”, acrescenta.

Hawking se tornou mundialmente famoso com suas pesquisas, livros e documentários, apesar de sofrer desde os 21 anos de idade de uma doença motora degenerativa que o deixou dependente de uma cadeira de rodas e de um sintetizador de voz. Em Uma Breve História do Tempo, Hawking sugeria que a ideia de Deus ou de um ser divino não é necessariamente incompatível com a compreensão científica do universo.

Em seu mais recente trabalho, no entanto, Hawking cita a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbita uma estrela fora do Sistema Solar, como um marco contra a crença de Isaac Newton de que o universo não poderia ter surgido do caos.

“Isso torna as coincidências de nossas condições planetárias - o único sol, a feliz combinação da distância entre o Sol e a Terra e a massa solar - bem menos importantes, e bem menos convincentes, como evidência de que a Terra foi cuidadosamente projetada apenas para agradar aos seres humanos”, afirma Hawking.

(Terra)

Nota: Aprendi a respeitar Hawking depois que li seus livros Uma Breve História do Tempo (esse li aos 15 anos) e O Universo Numa Casca de Noz. Nesses livros, o cientista não faz afirmações levianas sobre Deus, mas brinda o leitor com conceitos científicos instigantes. Lamentavelmente, em The Grand Design, parece que seu equilíbrio já não é o mesmo (aliás, Hawking tem feito afirmações recentes que chegam a colocar em dúvida sua sanidade mental). No site do jornal Diário Catarinense, é dito que “segundo [Hawking], as condições que deram à Terra o ambiente perfeito para a existência da vida humana são muito menos singulares do que se supunha. Ou seja, há muitos outros lugares no universo com características semelhantes. Hawking vai além: é provável que existam outros universos. Ou seja, se a intenção de Deus era criar o homem, para que outros universos?” Quem disse que a Terra é o único planeta projetado para acolher vida humana? Hawking parte de uma premissa hipotética não testável para negar a existência de Deus. No entanto, assume que possam existir leis finamente ajustadas (como a da gravidade) sem a necessidade de um Legislador. Diz ainda que o universo poderia criar a si próprio a partir do nada, desafiando, assim, a lógica, a ciência e o bom senso. A existência de outros universos também é uma hipótese improvável, mas Hawking a usa para afirmar a não existência de Deus. Quem disse que a intenção de Deus era criar apenas os seres humanos deste planeta? Se vida for encontrada em outras partes do universo, isso apenas provará que o design inteligente não existe apenas neste planeta, afinal, explicar a origem da vida – aqui ou em qualquer canto do cosmos – continua sendo um grande problema para os naturalistas. Mudar de ideia não é “crime”, mas essa “nova compreensão” de Hawking, em minha opinião, arranha seu tremendo legado intelectual.[MB]

O darwinismo e seus Nostradamus

Há mais de 150 anos, desde que Darwin publicou seu livro A Origem das Espécies, não há nenhum órgão ou ideia, nenhum sentido ou pensamento, que não tenha sido objeto das elucubrações evolutivas dos devotos do naturalista. Um caso curioso e não tão antigo (2006) refere-se às previsões feita pelo teórico da evolução Oliver Curry, da London School of Economics. São deles as seguintes previsões:

1. Dentro de 100.000 anos a humanidade sofrerá variações genéticas que poderão dividi-la em duas subspécies.

2. Uma dessas espécies será composta de pessoas altas, sadias, atraentes, criativas e inteligentes; a outra, por sua vez, será formada por pessoas bobas, feias e parecidas com duendes.

3. Os humanos serão mais seletivos e exigentes na escolha de seus parceiros.

4. As pessoas assemelhá-se-ão aos Eloi e Morlocks na ficção criada por H. G. Wells em seu romance A Máquina do Tempo.

5. Daqui a 1.000 anos os humanos se transformarão em gigantes com mais de dois metros de altura, enquanto sua expectativa de vida aumentará para 120 anos.

6. Em consequência de seu excelente estado de saúde, as pessoas terão melhor aparência e se mostrarão mais jovens e férteis.

7. Os traços faciais nos homens serão bem distribuídos, e eles adquirirão porte atlético e mandíbulas mais quadradas, ao mesmo tempo em que seus pênis aumentarão em tamanho.

8. Já as mulheres terão uma pele mais clara, sedosa e com ausência de pêlos; terão igualmente olhos claros, cabelos brilhantes, seios mais avolumados e feições mais harmoniosas.

9. As diferenças raciais serão amenizadas pela misturas das raças, que se tornarão uniformes na tonalidade semelhante ao café.

10. Daqui a 10.000 anos os seres humanos pagarão um preço muito alto por depender da tecnologia.

11. Acostumados a artifícios que saciam suas necessidades, as pessoas ficarão parecidas a animais domésticos.

12. Os humanos se tornarão menos românticos, simpáticos e respeitosos; também terão sua capacidade de interação com os outros reduzida, e terão também menos espírito de equipe.

(Humor Darwinista)

Templo com mais de 3 mil anos é descoberto na Jordânia

A localização de um templo moabita de 3 mil anos foi anunciada hoje pelo Departamento de Antiguidades jordaniano, que classificou a descoberta como uma das mais importantes da Idade do Ferro (que se estendeu de 1.500 a 27 a.C.). No templo de três andares e cuja construção acredita-se tenha ocorrido entre o período 1.200 e 600 a.C. foram encontradas mais de 300 peças. A análise indica que existe a possibilidade de a construção fazer parte de um centro político e religioso do reino de Moabe, como detalhou o diretor do departamento jordaniano, Ziad Saad. Em comunicado divulgado hoje, Saad sustenta que a descoberta foi feita no mês passado por uma equipe do Departamento de Antiguidades jordaniana e a universidade La Sierra, dos Estados Unidos. [Leia mais]

Quarta-feira, Setembro 01, 2010

Lembranças da primeira greve antifumo

Quase três décadas depois da primeira manifestação pública contra o tabagismo, surgem movimentos em todo o País com o desejo de cercear esse hábito nocivo à saúde. Todavia, a resistência e a pressão dos lóbis das indústrias nas assembleias legislativas e câmaras municipais sustentam interesses financeiros acima do bom senso e da preservação da vida. No primeiro semestre de 1980, a Agência de Publicidade P.A.Z., de Curitiba, e a Secretaria Estadual da Saúde resolveram estreitar parceria numa campanha contra o vício do fumo. Porém, eles não tinham o know-how para trabalhar com a questão. Então, alguém do setor de criação da agência aludiu que havia “um pessoal experiente na Igreja da Carlos de Carvalho (IASD Central), que fazia milagres, orientando os viciados a deixarem de fumar em cinco dias”. Diante disso, a Igreja Adventista aceitou o convite para coordenar a campanha, chamada de “Greve do Fumo”, com data agendada para 29/8/1980. O jornalista Odailson Spada coordenou as ações na área de comunicação e assessoria de imprensa.

Cartazes, camisetas com inscrições contra o cigarro, Clube de Desbravadores, Jovens Adventistas, Escolas Adventistas, universitários, todos unidos e mobilizados com mais 38 entidades da sociedade paranaense se prepararam para a campanha e anunciaram na mídia o “Manifesto grevista”:

“Povo de Curitiba! Os fabricantes de cigarros têm interesses óbvios em induzir a juventude ao vício. Mas é nossa obrigação defender a saúde de nossos filhos. Fumar não é um hábito normal ou elegante como sugere a propaganda. Ao contrário, é um vício antissocial e anti-higiênico. Fumar só faz bem aos que lucram com a venda de cigarros. Está na hora, portanto, de dar uma resposta aos que pensam que a população será eternamente passiva. Está na hora de fazer um protesto coletivo contra o fumo.

“Faça a greve do fumo!

“Paraná, um estado de alerta contra o fumo.”

Com certeza, essa foi a primeira, única e, talvez, última vez na história que a Igreja Adventista promoveu uma greve. As redações relutaram em ceder espaço aos grevistas. Explica-se: o ambiente nas redações da imprensa é mais poluído e nojento do que muitas das grandes cidades brasileiras. O ar é empestado pela sufocante fumaça de cigarros, charutos e cachimbos. Ali não se respeita o não-fumante. Na manhã de 29/8, o jornal O Estado do Paraná noticiava a campanha nacional contra o fumo, extravasando o projeto para além das divisas estaduais. A matéria “Pobres são os que mais fumam” encorajava as pessoas a não fumarem das 10 às 11 horas daquela manhã de sexta-feira. Vinte anos antes, uma campanha semelhante, mas não tão abrangente, havia sido desenvolvida no Rio Grande do Sul. A manchete do dia se baseava no manifesto “PARANÁ: UM ESTADO DE ALERTA CONTRA O FUMO”. Segundo a Associação Paranaense de Combate ao Fumo, criada em 6/8/1980, duzentas mil pessoas participaram da jornada.

No sábado, o mesmo jornal expunha o título “Durante uma hora a greve do fumo”. Em centenas de faixas e cartazes se liam frases contra o mau hábito do fumo. Algumas chegavam à hilaridade, ironizando slogans semelhantes das publicidades de cigarro: “Saúde: uma preferência nacional” (“Hollywood, preferência nacional”); “Saúde: para quem sabe o que quer” (“Free: para quem sabe o que quer”); “Eu gosto de levar vantagem em tudo. Leve vantagem você também. Tenha mais saúde” (“Eu gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também. Fume Vila Rica. O fino que satisfaz”, estimulava o ex-jogador de futebol Gérson, garoto-propaganda da Souza Cruz).

Entre tantas ideias, o governo proibiu e recolheu muitas faixas com sentenças irônicas, mas criativas, como “Fume o fino que satisfaz - ao câncer”, redigido pelos jovens adventistas da Igreja Central. A Revista Adventista de outubro de 1980 (p. 17, 22) noticiava que “Adventistas fazem ‘greve’ em Curitiba”, com aspas, sinal da resistência existente na época e a preocupação com qualquer sintonia aos movimentos sindicais em processo de crescimento na ocasião. Na reportagem enviada à RA, os números indicavam a coleta de 130 mil assinaturas pelos adventistas e 33 mil contatos posteriores, resultado da campanha. E a repercussão foi tão grande que a agência de publicidade P.A.Z. depois avisou que o consumo no dia da greve contra o fumo sofreu uma queda de 10 a 15%, inclusive nas compras de cigarro. Quinze dias depois, as indústrias de cigarro, extremamente apavoradas, lideradas pela Phillip Morris, recém-instalada em Curitiba, exatamente no terreno que havia pertencido ao Instituto Adventista Paranaense (IAP), colocaram modelos em trajes sumários na Boca Maldita, Rua das Flores, distribuindo cigarros de graça para ver se recuperavam o prestígio. A Phillip Morris achava que era vingança dos adventistas pela desapropriação do colégio.

(Ruben Holdorf é jornalista e professor no Unasp, campus Engenheiro Coelho)

Terça-feira, Agosto 31, 2010

Convite para o tuitaço criacionista



Para mais informações, clique aqui.

Segunda-feira, Agosto 30, 2010

Instinto animal pode ser genético

Você já pode ter se perguntado se animais clonados têm instintos. Segundo pesquisadores de espécies clonadas, sim, os clones são animais com instintos selvagens. Eles mordem e arranham, e o certo é tratá-los usando luvas e redes. Os pesquisadores clonam gatos selvagens africanos, usando gatos domésticos como mães de aluguel para os embriões. A mãe até pode acalmar os gatinhos, mas sua influência não dura muito. Os investigadores dizem que eles não são tão ariscos e não lutam tanto no começo, mas quando você os leva para longe dos gatos domésticos, especialmente depois da sua puberdade, o comportamento agressivo de sobrevivência dos animais surge. Os clones são cópias genéticas exatas de outra criatura. Segundo cientistas, os comportamentos que tornam os gatos selvagens africanos caçadores bem-sucedidos na savana são, fundamentalmente, possíveis graças à ativação do gene certo na hora certa.

O gato selvagem cujo DNA disser o quanto antes ao seu cérebro “Coma aquele rato do campo” vai ter uma chance melhor de sobrevivência e reprodução. Desse modo, seus descendentes vão herdar essa característica e automaticamente expressar o mesmo comportamento de sobrevivência.

Os pesquisadores acreditam que tais genes também passam quando você clona um animal. Esse é um forte argumento de que os instintos são pelo menos parcialmente genéticos. Assim, se os cientistas clonassem um tigre dente de sabre, ele não acabaria em um show mágico de Las Vegas; provavelmente, simplesmente arrancaria seu braço fora.

(Hypescience)

Nota: Os instintos (hibernação, estivação, sobrevivência, etc.) são mais desenvolvidos em criaturas mais simples e seriam inúteis se não fossem perfeitos desde o início. “Estudos revelam que o castor [por exemplo] não precisaria necessariamente construir represas para sobreviver. Trata-se antes de esbanjamento de engenhosidade, de perícia supérflua, incompatíveis com o esquema evolucionista que enfatiza a predominância do mais apto, fazendo persistir apenas indivíduos e características indispensáveis para a sobrevivência” (Orlando R. Ritter, Estudos em Ciência e Religião, p. 209). Parece mais lógico encarar as capacidades instintivas do castor no contexto dos desígnios iniciais do Criador, o qual, programando no cérebro do animal o instinto de construir represas perfeitas, designou-o para, dessa maneira, contribuir para um melhor equilíbrio geral da natureza (afinal, as represas naturais regularizam os cursos d’água atenuando o poder destruidor das correntes, reduzem o montante de materiais transportados para os grandes rios e mares, previnem inundações e elevam o nível dos lençóis subterrâneos, propiciam condições para o crescimento da vegetação ribeirinha e para o desenvolvimento da fauna associada). Note ainda que os seres que vivem em sociedades e colônias (formigas, abelhas, etc.) dependem de conjuntos de complexos instintos para sobreviver. Como poderiam esses instintos ter se desenvolvido aos poucos? Outro instinto intrigante é observado em certos mamíferos, como os cães: “A mãe animal corta o cordão umbilical, remove o saco embrionário e estimula os filhotes lambendo-os. Não haveria nenhuma probabilidade de o comportamento da mãe ter-se desenvolvido por lentos processos evolucionários ou pela sobrevivência dos mais aptos. Isso tinha de estar certo na primeira vez ou os cães jamais teriam vindo à existência. É mais fácil raciocinar que os cães foram criados com esses importantes instintos de sobrevivência” (Harold G. Coffin, Aventuras da Criação, p. 26).[MB]

Literatura que redime bandidos

Ladrão, assassino, rebelde e salteador. Depois de ler os quatro evangelhos, José Roberto Torero voltou nas páginas e passou o marcador de texto em cima dos adjetivos grudados ao nome de Barrabás. Até então, ele estava na dúvida sobre quem seria o protagonista da sua versão para o Novo Testamento. Pensou em Maria Madalena, em Judas e até em Jesus Cristo, mas achou todos óbvios demais. Barrabás - um homem sobre quem se sabia muito pouco além dos tais adjetivos - não era nada óbvio. Barrabás era o cara. “Ele era mais amado que Jesus! Quando o povo teve que escolher, escolheu Barrabás”, diz o escritor, que trabalhou em dupla com Marcus Aurelius Pimenta, seu parceiro em mais de dez projetos literários. “O bom de um personagem assim, com tão pouca informação, é que se pode criar toda a história dele. Os coadjuvantes são os melhores narradores de uma história.” [...]

O livro, é bom que se diga logo, não é para ser levado a sério. Os autores narram a história de Barrabás desde seu nascimento - também fruto de uma concepção imaculada, ainda que menos idílica - até a crucificação de Jesus. Eles levaram três anos e meio e escreveram 17 versões. O texto junta referências bíblicas (o Canto dos Cânticos, por exemplo, é transformado em uma cantada amorosa), expressões da época, informações de enciclopédia, Padre Antônio Vieira e muito humor.

“Eu nunca tinha lido o Evangelho e descobri que é uma leitura maravilhosa. No primeiro não há alusão à virgindade de Maria e nem Cristo ressuscita”, diz Torero, que vive em São Paulo, mas esteve de passagem pelo Rio na semana passada, quando conversou com o Globo sobre o livro.

Torero e Marcus Aurelius, ambos jornalistas, misturam personagens reais e fictícios, descritos em falsos perfis. Assim, Barrabás, após perder os pais (uns tais de José e Maria) no massacre de Genesaré (um episódio verdadeiro), será criado por Atronges (um ladrão que realmente existiu) e um bando de malucos que parecem tirados de um filme dos Trapalhões.

A pesquisa que sustenta a narrativa dá de lambuja ao leitor informações geográficas e religiosas. Torero conta que as reuniões de criação - em que o mais difícil é convencer as respectivas mulheres a ficarem de fora - são muito divertidas. Os dois não têm escrúpulos em mexer nos textos um do outro, sempre que humor e ritmo exigem. Além das fontes formais, trabalham com a memória afetiva e um monte de referências pop. [...]

“Aos 15 anos, passei a duvidar de tudo. Aos 20, virei ateu”, diz o autor, ansioso com a repercussão do livro. “Acho democrático: será capaz de desagradar igualmente a católicos e judeus.”

Marcus é filho de protestantes e capaz de citar passagens da Bíblia de cabeça. Já Torero foi batizado, mas não fez Primeira Comunhão. Sua mãe já foi católica, já foi mística, não tem medo de umbanda e agora é seguidora do guru indiano Sai Baba. Nada que influenciasse o filho. Em 47 anos de vida, a única religião que merece a devoção de Torero é o Santos Futebol Clube: “Olha o Neymar, cara... No Neymar eu acredito.”

(O Globo)

Nota: Ainda que os autores encarem seu livro como “brincadeira”, muita gente acaba influenciada por esse tipo de literatura. Eles até podem ter pesquisado a geografia e os costumes neotestamentários, mas e a teologia que permeia as histórias? E os detalhes das entrelinhas, percebidos por aqueles que realmente estudam a Bíblia? Por exemplo, o livro parece ignorar o fato de que a turba que condenou Jesus foi manipulada para escolher Barrabás em lugar do Salvador. Barrabás não era “o cara”. Foi beneficiado pela ocasião. Dá para dizer que estava no “lugar certo e na hora certa” (para ele). Além disso, "evangelho" quer dizer boas-novas. Que boa-nova pode vir de um ladrão não convertido? O livro de Torero segue a tendência de redimir bandidos (algo que o falecido Saramago também procurou fazer com seu Caim e mostra que muitos ateus continuam interessados em temas religiosos (ou talvez incomodados com isso).[MB]

Domingo, Agosto 29, 2010

Pastor adventista leva esperança a mineiros do Chile

O pastor Carlos Diaz, 43, chega ao acampamento Esperanza com uma carga especial de Bíblias em miniatura. Cada livrinho só pode ter até 8 cm de largura. É essa a medida do diâmetro da maior das sondas que está sendo enviada (por um túnel escavado na montanha) aos 33 mineiros encarcerados desde o dia 5 de agosto a 700 metros de profundidade, na mina San José. O pastor encomendou uma Bíblia para cada um dos 33, deu-se ao trabalho de usar marcador amarelo fosforescente nas passagens mais importantes ("aquelas em que parece que Deus fala diretamente a respeito das angústias de viver dentro de uma caverna fechada"), e entregou-as ao coordenador de segurança da operação de resgate, Jorge Sanhueza, gerente de Sustentabilidade da estatal do cobre do Chile. Ele encaminhará terra adentro, até os mineiros, as "palavras divinas". [...]

[O pastor Diaz é] capelão da Igreja Adventista do Sétimo Dia. O Chile usa só uma palavra para se referir à sobrevivência de todos os 33 mineiros desaparecidos no dia 5 (e sem nenhum ferimento, diga-se): "milagre". [...]

(Folha.com)

Quando falávamos apenas uma língua

Ciência e religião sempre buscaram respostas para duas questões essenciais: a origem e o destino de tudo. O Gênesis, na Bíblia, coloca o planeta em que habitamos como o centro da criação divina que deu origem ao universo. Na teoria do Big Bang, uma grande explosão é a explicação científica para a origem e a expansão do universo. Aquele mesmo livro da Bíblia fala na criação de Adão, o primeiro homem da Terra. A teoria evolucionista aponta ancestrais comuns entre homens e primatas. Na Bíblia, a origem da grande diversidade de línguas do mundo é tida como um castigo de Deus. Pelo texto bíblico, no princípio dos tempos, só se falava uma língua. Quando os homens resolveram construir uma torre que pudesse alcançar o céu, para ficar mais próximos de Deus [na verdade, para desafiar Deus], foram castigados por seu Criador e destinados a falar diferentes idiomas. Não havendo mais entendimento entre eles, tiveram que parar a construção da torre de Babel.

No século XIX, estudos comparativos levaram à hipótese de uma origem comum entre as línguas europeias e as asiáticas. Elas pertenceriam a uma mesma família linguística, denominada indo-europeu. Para os cientistas da linguagem, no entanto, a proto-língua dessa família não é a língua que deu origem a todas as outras. Chegou-se ao indo-europeu através da comparação de manuscritos antigos em línguas orientais, como o Sânscrito, com o que já se conhecia das línguas germânicas e latinas. Quando surgiram as primeiras formas de escrita, na Antiguidade, já havia grande diversidade linguística no mundo. Como não há registro da forma em que se falava naquele período, as hipóteses sobre uma língua original são consideradas pelo meio científico mera especulação.

Em 1994, entretanto, o linguista Merrit Ruhlen, da Universidade de Stanford, nos EUA, publicou o livro A Origem das Línguas, relançando o debate sobre a questão. “A comunidade linguística estava de acordo até então em pensar que o problema da origem das línguas não podia ser abordado de maneira científica por sua disciplina”, afirma Bernard Victorri, da École Normale Supérieure de Paris. Victorri é um dos pesquisadores que contribuiu para a edição de dezembro de 2000 e janeiro de 2001 da revista francesa Sciences et Avenir, inteiramente dedicada à origem da linguagem e à diversidade linguística no mundo. Em seu artigo, ele explica a teoria de Ruhlen que reagrupa as línguas em 12 grandes famílias linguísticas e estabelece, pelo método comparativo, uma lista de 27 raízes de palavras comuns ao conjunto de línguas do mundo. Segundo o linguista norte-americano, essas raízes pertenceriam a uma língua original, de onde teriam surgido todas as outras. A análise que Victorri faz da teoria de Ruhlen é que apesar de suas hipóteses serem interessantes, seus argumentos não são muito convincentes, especialmente quando ele recorre ao cálculo de probabilidades. Mas ele não descarta a importância dessa contribuição científica: “Reagrupando os esforços de linguistas, antropólogos, arqueólogos e geneticistas, pode-se esperar reconstituir a história da humanidade desde o surgimento da nossa espécie”, afirma.

Merrit Ruhlen foi discípulo de Joseph Greenberg, um dos mais respeitados linguistas norte-americanos. Em 1960, Greenberg publicou um estudo em que postulava 45 características linguísticas universais a partir da comparação de línguas de famílias diferentes espalhadas pelos cinco continentes do globo terrestre. Três anos antes, outro linguista norte-americano de grande prestígio, Noam Chomsky, havia lançado a ideia de que havia princípios universais comuns a todas as línguas, herdados geneticamente. A teoria chomskyana se desenvolveu ao longo da década de 60, propondo que além dos princípios universais, existiriam parâmetros específicos de cada língua, assimilados no contato do falante com sua língua materna. Um dos princípios universais é que toda língua possui sujeito, verbo e objeto, sendo variável a ordem desses constituintes na frase. [...]

(Com Ciência)

Nota: Aqui é importante – como sempre – separar o fato da interpretação. Fato: tudo indica que, no passado, a humanidade falava apenas uma língua. Interpretação de alguns: era a “língua das cavernas”. Na verdade, há uma explicação alternativa: segundo o livro bíblico de Gênesis, foi Deus quem promoveu a variação linguística como punição à rebeldia dos homens que viveram logo após o dilúvio. Detalhe: frequentemente, as línguas antigas são mais complexas, passando de longe do “uga-uga” da ficção. Parece ter havido certa simplificação (degeneração?) da linguagem. De qualquer forma, uma vez mais a ciência chega à conclusão, sem o admitir, de que a Bíblia tinha e tem razão.[MB]

Leia também a entrevista "A origem das línguas e das etnias", com Orlando Ritter.

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Tuitaço criacionista

Na próxima sexta-feira, tuiteiros (que têm perfil na rede social Twitter) de todo o Brasil irão participar do tuitaço (postagem de mensagens em massa) "Eu sou criacionista", promovido por este blog. É uma boa oportunidade de divulgar a mensagem criacionista e a esperança encontrada no Deus Criador e nas páginas de Seu livro, a Bíblia Sagrada. Se você já segue o Twitter deste blog, aproveite para tuitar as mensagens sugestivas abaixo. Se ainda não segue, não perca tempo: http://twitter.com/criacionismo

Criação: a cosmovisão bíblica http://bit.ly/9Yf57N >> #criacionismo

Brasileiros acreditam em Deus e em Darwin http://bit.ly/bEpfjf >> #criacionismo

Folha vê relação entre criacionismo e aquecimento http://bit.ly/c8T4fj >> #criacionismo

Vídeo: "Razões para Crer" http://bit.ly/7njCwR >> #criacionismo

Criacionismo e evolucionismo - contrastes http://bit.ly/36nzKd >> #criacionismo

Mais interesse pelo criacionismo http://bit.ly/sHfb5 >> #criacionismo

Criacionismo.com.br no Correio Braziliense http://bit.ly/3JYFq >> #criacionismo

Jornalista criacionista http://bit.ly/aXIeJ8 >> #criacionismo

O que pensam os criacionistas http://bit.ly/Ir1FC >> #criacionismo

O que o criacionismo não é http://bit.ly/cz5ulC >> #criacionismo

Dobzhansky também era criacionista http://bit.ly/9Ye8lo >> #criacionismo

O debate científico que ainda não ocorreu http://bit.ly/cGBns6 >> #criacionismo

Sexta-feira, Agosto 27, 2010

Sucesso do “além” e o espiritismo em alta

Sob o título “Sucesso do além”, o caderno “Ilustrada”, da Folha de S. Paulo do dia 26 de abril, publicou o subtítulo: “Onda de obras ligadas ao espiritismo aumenta procura por centros e ajuda espíritas e simpatizantes a ‘saírem do armário’.” A matéria prossegue: “O fenômeno de bilheteria do filme ‘Chico Xavier’ e a onda de produções ligadas ao espiritismo, que têm marcado 2010, estão ajudando espíritas brasileiros a ‘saírem do armário’. ‘O discurso de reconhecimento da doutrina e de figuras centrais do espiritismo vai ajudar muita gente a assumir que é espírita’, avalia Célia Arribas, socióloga e pesquisadora da USP, autora do livro Afinal, Espiritismo É Religião?. ‘Usando uma linguagem figurativa, é possível dizer que eles vão sair do armário.’

“Para Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira (FEB), a difusão da doutrina realizada pelo filme, já visto por mais de 2 milhões de brasileiros, é um marco. ‘O espiritismo era um, antes de 2010, e será outro, após o final deste ano’, analisa. ‘Esse impacto fica visível na crescente demanda por informações que, desde a estreia do filme, tem ocorrido nos centros espíritas de todo o país.’

“Junte-se ao sucesso do filme a novela ‘Escrito nas Estrelas’, da TV Globo, que teve audiência média, nas duas primeiras semanas, superior à de suas antecessoras no horário. Na trama, o protagonista morre e segue o enredo como espírito. Além disso, até o final do ano, devem ser lançadas uma minissérie na Globo e três filmes em que a vida após a morte ou a mediunidade tem papel principal. Entre eles, chega aos cinemas em setembro o filme ‘Nosso Lar’, baseado em livro homônimo de Chico Xavier, que já vendeu cerca de 2 milhões de exemplares desde sua primeira edição, em 1944.

“O sucesso de obras de temática espírita, no entanto, não pode ser explicado apenas com dados de pesquisas demográficas, que apontam existir no país cerca de 4 milhões de espíritas declarados. Segundo estimativa da FEB, somados praticantes e simpatizantes, esse número deve chegar a 23 milhões de brasileiros. Isso porque espiritismo não é uma religião proselitista. Logo, frequentar um centro espírita é diferente de ser espírita.
“Vou a um centro, mas também sou judia”, diz Sandra Becher, 30, na saída de uma sessão do filme de Daniel Filho.

“Hoje, há cerca de 12 mil centros espíritas no país - número que dobrou na última década. Ainda assim, Luís Eduardo Girão, 38, produtor associado de ‘Chico Xavier’, conta que o filme enfrentou dificuldades de financiamento "porque ainda existe a discriminação’. Herança dos tempos em que praticar espiritismo era crime, como rezava o primeiro Código Penal do Brasil República, de 1890 - cujos efeitos práticos se estenderam até 1945.

“A saída encontrada pela elite brasileira, que traduziu a obra de Allan Kardec do francês para o português, foi a produção de uma literatura que introduzisse princípios espíritas numa linguagem romanceada, de maior penetração. Afinal, quem é que não quer saber como é a vida após a morte? Foi a popularização da chamada literatura espírita, estandarte das listas de mais vendidos, que abriu caminho para a boa performance do espiritismo no cinema e na TV. “Este é um mercado que se tornou promissor economicamente’, explica Sandra Stoll, autora do livro Espiritismo à Brasileira (Edusp). “As produções cinematográficas têm apenas capitalizado um público simpatizante e predisposto, que é enorme.”

Nota: Fica a lição de que os cristãos também devem aproveitar ao máximo a arte (filmes, documentários e obras literárias – de ficção ou não) para atrair a atenção das pessoas para a verdadeira mensagem de salvação encontrada nAquele que prometeu ressurreição e não reencarnação; nAquele que não se trata de um “espírito iluminado”, mas o próprio Deus Filho. Essa ascensão do espiritismo estava profetizada há mais de um século, quando o assunto era tabu e jamais se poderia conceber que cristãos e judeus pudessem abraçar essa ideologia. Naquela época, Ellen White escreveu: “O espiritismo está prestes a cativar o mundo. Muitos há que julgam ser o espiritismo mantido por truques e imposturas, mas isto está longe da verdade. Um poder sobre-humano está operando de várias maneiras, e poucos têm a ideia do que será a manifestação do espiritismo no futuro” (Evangelismo, p. 603, 604). “Os protestantes dos Estados Unidos, serão os primeiros a estender as mãos através da voragem para apanhar a mão do espiritismo [já estão fazendo isso há tempos, ao defender o dogma da imortalidade humana e disseminar produções hollywoodianas com conteúdo espírita]; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência” (O Grande Conflito, p. 588). Bem, é exatamente isso o que estamos vendo em nossos dias. O que mais falta ocorrer? Maranata![MB]

Leia também: "A Bíblia e o espiritismo"

Assista: "O que é a morte"

Dr. Ruy Vieira: agente da democracia

Ex-professor da USP e do ITA, membro fundador da Academia de Ciências do Estado de São Paulo, consultor do Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento Tecnológico e representante do MEC no Conselho da Agência Espacial Brasileira. Se depois de ler um currículo como esse você tivesse que descobrir qual a crença do tal cientista, em qual teoria apostaria? O evolucionismo, com todos os bilhões de anos, ou o criacionismo, que acredita num mundo criado em sete dias? Se você respondeu evolucionismo, errou. Isso mesmo. O dono desse histórico é fundador e presidente da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br), o engenheiro mecânico-eletricista Ruy Vieira. Agora pode vir um pensamento de ressalva: “Ah, ele devia ser religioso desde criança...” Ao contrário, Ruy Vieira só passou a defender o criacionismo quando estava na faculdade de engenharia, fase na qual a maioria adere à visão evolucionista da origem da vida.

Uma das experiências que fizeram Ruy Vieira consolidar sua crença no modelo cracionista foi a leitura de Observações Sobre as Profecias de Daniel e Apocalipse [clique aqui], escrito por ninguém menos que Isaac Newton. Depois de ler a obra, o engenheiro fortaleceu suas crenças, pois “ele tinha do seu lado um grande cientista”.

O criacionismo moderno nasceu nos Estados Unidos, no começo do século 20. Os americanos conduziram as argumentações sobre a criação bíblica para um viés racional e científico. O primeiro livro criacionista que alcançou o sucesso foi The Genesis Flood (O Dilúvio do Gênesis), datado de 1961. E em 1963, foi criada a primeira associação criacionista do mundo, Creation Research Society. Aqui no Brasil, Ruy Vieira começou a organizar os cientistas criacionistas, idealizando em 1972 a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB).

Inicialmente a atividade da sociedade estava limitada à publicação da Folha Criacionista [hoje Revista Criacionista], que era uma tradução de alguns artigos das revistas da Creation Research Society. Vieira traduzia os textos e distribuía entre os universitários e os estudantes do ensino médio. Após 35 anos, a SCB publica cinco periódicos, organiza palestras e seminários em todo o Brasil, além de manter um museu de arqueologia e paleontologia em Brasília, DF.

A SCB foi um marco. A organização mostrou para a comunidade científica do País que há possibilidade de cientistas renomados acreditarem no criacionismo. [...] Vieira foi corajoso ao criar a SCB. Mesmo em um país católico, a educação – seja nas escolas ou nas universidades – segue a corrente evolucionista. Ele não teve medo de apresentar suas ideias e fundamentá-las.

Mas a verdade absoluta, que todos concordam, é que Ruy Vieira foi um agente da democracia. Ele conseguiu introduzir um espaço para os criacionistas. Seu esforço de traduzir textos há 35 anos foi compensado, pois hoje não são traduzidos apenas artigos, mas livros inteiros são colocados à disposição daqueles que têm interesse em aprender e entender a funcionalidade do modelo criacionista.

(Rizza Matos, Canal da Imprensa)

Nota: Posso dizer que foi em grande parte ao trabalho desse gigante da ciência e da fé que, nos idos anos 1990, abandonei o darwinismo e abracei a cosmovisão criacionista. O Dr. Ruy é um dos meus principais modelos de cristão e intelectual. É uma das raras pessoas que conseguem aliar conhecimento à humildade. Tive o privilégio de trabalhar algum tempo como designer voluntário da Revista Criacionista e hoje tenho a honra de ser membro da respeitada Sociedade Criacionista Brasileira. Que o Criador continue abençoado os esforços do Dr. Ruy e da SCB.[MB]

Leia entrevista com o Dr. Ruy Vieira. Clique aqui.

Quinta-feira, Agosto 26, 2010

Vida sexual + relacionamento sério = satisfação

Segundo estudo do sociólogo Anthony Paik, da Universidade de Iowa, casais que esperam o relacionamento ficar mais sério para iniciar a vida sexual desenvolvem relação de maior qualidade. Paik entrevistou 642 adultos e investigou a qualidade de seus relacionamentos. Fez perguntas como: Qual o nível de intimidade? Planos para o futuro? Quanto ama o parceiro? Como seria a vida sem o parceiro? Também perguntou em que estágio do relacionamento tiveram a primeira relação sexual. Aqueles que esperaram até a relação ficar mais séria foram os que reportaram os maiores níveis de satisfação. Pela interpretação que Paik dá aos resultados de sua pesquisa, parece que ele não entendeu direito algo bem simples: as pessoas querem compromisso e vínculo amoroso. Ninguém gosta de se sentir usado (na verdade, o sexo casual e a iniciação sexual precoce têm levado muitos jovens à depressão e à baixa autoestima). E em que contexto é possível desenvolver relação séria, de compromisso, doação e amor? No casamento, evidentemente. Portanto, a equação é bem simples: casamento abençoado + vida sexual sadia = satisfação e qualidade de vida. O que foge disso sempre traz consequências indesejáveis. Para o criacionista bíblico, o casamento é uma das duas instituições sagradas criadas no Jardim do Éden.[MB]

Quarta-feira, Agosto 25, 2010

Eles não seriam quem são se não fizessem o que fazem

Dia desses, o notório (e finório) psicólogo Marc Hauser experimentou no cocuruto o mesmo tipo de safanão moral que, reza a lenda, teria humilhado o imperador Frederico II. Conta-se que o governante prussiano, ávido por amealhar a propriedade familiar de um humilde moleiro, assediou-o com um carteiraço digno de autoridade brasileira: “Não lhe ocorre que, sendo rei, posso simplesmente tomar-lhe a propriedade?” A réplica foi lapidar: "Poderia, Alteza, se não houvesse juízes em Berlim.” Pois Hauser e o mundo descobriram que ainda há cientistas na mítica universidade de Harvard. Ou pelo menos assistentes de cientista (isso se todos os envolvidos, Hauser e assistentes, não estiverem envolvidos na mesma mutreta). Artigo publicado no jornal The Chronicle of Higher Education, de 25/08/2010, explica o caso: professor de psicologia e diretor do Harvard's Cognitive Evolution Laboratory, Marc Hauser escreveu Moral Minds: How Nature Designed Our Universal Sense of Right and Wrong (Ecco, 2006) - em tradução livre: "Mentes Morais: como a Natureza PLANEJOU nosso senso universal de certo e errado" (apesar do subtítulo teleológico, o psicólogo não é defensor do DI). Ocorre que a única coisa PLANEJADA no livro foi a distorção fraudulenta dos resultados de experiências a que foram submetidos alguns símios. Dois assistentes de Hauser alegam ter percebido que os macacos não demonstravam apresentar nenhuma alteração nos padrões a que foram submetidos, o que significava o fracasso cabal do experimento. Como fracasso não combina com fama e fortuna, Hauser teria encarnado Ernst Haeckel e "photoshopeado" os resultados para que a experiência se apresentasse bem-sucedida. Porém, seus assistentes publicaram de forma independente os verdadeiros dados. Foi o que bastou para que o psicólogo viesse a ser investigado. Sua agressividade perante os que questionavam sua pesquisa foi substituída por um silêncio significativo.

Bem antes disso, em 2002, no auge da fama, Hauser concedeu entrevista à sempre tão prestimosa editoria de ciências da Folha de S. Paulo. Esta, todos sabem, abriga o seminal Marcelo Leite, autor de livros como Folha Blinda, digo, Explica Darwin. Em artigo do dia 18/08/2010, Leite analisa o caso Hauser iniciando com solene advertência: "Preste atenção neste assunto: fraudes em pesquisas científicas. Elas estão aumentando e vão continuar assim, dada a competição feroz por reputação e verbas nesse campo da criatividade humana." E vai além o viligante Marcelo: "Nada menos que 72% dos pesquisadores incluídos numa revisão ampla de 2009 afirmam já ter presenciado algum tipo de má conduta. As falcatruas vão de pecados veniais, como a inclusão honorária de autores que não participaram de um estudo, a pecados capitais, como falsificar ou fabricar dados."

Sim, você leu direito. São palavras do mesmo jornalista que defende com a convicção de um mulá a pior impostura dos últimos séculos. Palavras de alguém tão agressivo quanto Hauser ao sentenciar que "não dá espaço" aos questionadores da Teoria Geral da Evolução. Ora, quem, a priori, não dá nenhum espaço aos questionadores da TGE tende a dar, acriticamente, todo espaço aos defensores dessa teoria, mesmo os Lombrosos atuais.

Voltando à entrevista supracitada, em 22/12/2002, o jornalista Cláudio Ângelo ajoelhou-se metaforicamente aos pés de Marc Hauser para beber da Água da Vida de seus conhecimentos em uma diálogo que mais me pareceu uma sessão psicanalítica. Como todo bom macroevolucionista, Ângelo abusou do humor involuntário abrindo o artigo com citação ao famoso poema "Quadrilha", de Drummond. Pois não é que a liberdade poética de Cláudio vaticinou direitinho o comportamento de Hauser, finalmente desmascarado? Justiça poética, a Folha não teve como jogar para debaixo do tapete um escândalo que já corria mundo.

A esse respeito destaco a conclusão do colega Iba Mendes em seu blog "Humor Darwinista": "Sempre fui um crítico das especulações darwinistas da chamada Psicologia Evolucionista, também conhecida por 'Evo Psy'. O motivo básico é que geralmente tais pesquisas já partem de uma idéia pré-concebida e de um desejo que as coisas se sucedam de um determinado modo. No fim eles sempre acabam dando um jeitinho de 'provar' que Darwin tinha razão e por aí vai..."

Sou mais pragmático que Iba: não há moleza maior que ser psicólogo evolucionista. É mais fácil que caçador de bruxas: em tese, qualquer um pode ser uma bruxa, basta pendurá-lo num pau-de-arara e fazer com o infeliz o que tipos como Hauser fazem com seus dados. Como diria um famoso cronista esportivo: "Aperta que ele geme."

Ficam, por fim, algumas perguntas no ar:

Quantos Hauser existem hoje no mundo da ciência? São minoria ou maioria?

O que há de fidedigno em tantas manchetes espalhafatosas e pesquisadores mitificados?

Quantos gatos estão sendo vendidos como lebres à custa de verbas muitas vezes drenadas do dinheiro público, verdadeiras fortunas?

Mas há uma pergunta em especial que muito me interessa - e que eu gostaria que Marcelo Leite e sua turma respondessem: Ainda existem jornalistas de ciência em Berlim? A julgar por publicações como Superinteressante, Galileu e a própria Folha, em Pindorama parece-me que não há.

Ah, ia-me esquecendo. O próximo livro de Hauser terá por título Evilicious: Why We Evolved a Taste for Being Bad. Quem sabe se o escândalo em que ele chafurda caladinho não seria mero golpe publicitário para seu novo lançamento...

(Marco Dourado, analista de sistemas formado pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)
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